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1 de novembro de 2009

Tales de Mileto



Matemático e astrônomo grego nascido em Mileto, na Jônia, Ásia Menor, hoje Yeniköy, Turquia, além de um bem sucedido comerciante nos ramos de azeite e sal, é considerado o primeiro filósofo grego e o primeiro dos sete sábios da idade helênica, o pai da filosofia e o fundador da ciência física. Estudou geometria no Egito, onde mediu a altura das pirâmides pela sombra delas, e astronomia na Babilônia, sob o governo de Nabucodonosor. Fundou a primeira escola grega de filosofia, na Jônia, colônia grega na Ásia Menor, onde ficava Mileto, cidade destruída por Dario (494 a. C.). Considerado o criador da geometria dedutiva (585 a. C.), são-lhe atribuídas as deduções de cinco teoremas da geometria plana. Na astronomia dividiu a esfera do céu em cinco círculos, ou zonas: ártica, trópico de verão, equador, trópico de inverno e antártica, e foi o primeiro astrônomo a explicar o eclipse do Sol, ao verificar que a Lua era iluminada por esse astro.
Defendeu o conceito de que a Terra era plana e o ano solar de 365 dias. Introduziu uma revolucionária teoria cosmológica sobre a constituição do Universo e da Terra, na qual a água era o elemento do qual o mundo se originara e ao qual estava destinado a retornar. Ou seja, com base na teoria dos egípcios e mesopotâmios, pois os egípcios e mesopotâmios afirmavam que a água, o ar e a terra eram os elementos primários da natureza, afirmou que a água era o elemento fundamental do universo e de toda a constituição da matéria, ou seja, todas as coisas eram feitas de água e que os diferentes aspectos eram resultados das diferentes concentrações, e que o fogo e a terra eram os outros elementos da natureza. Posteriormente Empédocles de Agrigento, acrescentou-lhes um quarto, o éter, chamando-os de raízes das coisas, rizomata, que Aristóteles mais tarde os denominou de elementos. Os jônicos buscavam um único princípio das coisas para interpretação do universo.
Juntamente com Anaximandro e Anaxímenes, são considerados os principais pensadores da cidade de Mileto, cujas doutrinas, sobretudo as considerações sobre a phisis, marcaram o início da ciência e da filosofia ocidentais, e que constituíram a chamada escola milésica, jônica ou de Mileto, a qual se oporiam os eleatas, representantes do espírito dórico. A nova concepção de mundo dos milésios denominou-se logos, palavra grega que significa razão, palavra ou discurso. Para eles, segundo Aristóteles, a questão primordial não era o que sabemos, mas como o sabemos. Surgiu, assim, a primeira tentativa de explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais. Buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram arké, origem, substrato e causa de todas as coisas. Na hidráulica sua maior contribuição é a tese de que na natureza o melhor estudo é o obtido por observação direta.
Na política consta que defendeu a federação das cidades jônicas da região do Egeu e impediu uma aliança formal com Creso, último rei da Lídia (560-546 a. C.). Morreu em Mileto e foi o mais antigo dos filósofos pré-socráticos e também o primeiro geômetra grego, embora nenhum de seus escritos tenha chegado aos nossos dias, nem há fontes contemporâneas a seu respeito, e as realizações que lhe são atribuídas sejam baseadas em referências tardias como nos relatos dos historiadores gregos Diógenes Laércio e Heródoto e do filósofo Aristóteles, ou em lendas mantidas pela tradição. Consta, por exemplo, que teria demonstrado que dois ângulos opostos pelo vértice são iguais, em um triângulo isósceles os ângulos da base são iguais, qualquer ângulo inscrito em um semicírculo é reto e qualquer diâmetro divide o círculo em duas partes iguais, além do caso lado-ângulo-lado da igualdade de triângulos e, por essa razão, é considerado o pai da matemática dedutiva e a Jônia o berço da Matemática grega.

8 de outubro de 2009

Platão



Biografia

Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e se foi em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas idéias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das idéias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria).

Filho de uma família de aristocratas, começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as idéias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte.

Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhecimento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.

Idéias de Platão para a educação

Platão valorizava os métodos de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. De acordo com Platão, os alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida. A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. A educação deveria dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas de retórica, debates, educação musical, geometria, astronomia e educação militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.

Obras

Diálogos

Platão escreveu, principalmente, na forma de diálogos. Esses escritos, considerados autênticos, são, em uma ordem cronológica provável :

1. Hípias (menor): trata do agir humano;
2. Alcibíades (Primeiro): trata da doutrina socrática do auto-conhecimento;
1. Alcibíades (Segundo): trata do conhecimento;
3. Apologia de Sócrates: relata o discurso de defesa de Sócrates no tribunal de Atenas;
4. Eutífron: trata dos conceitos de piedade e impiedade;
5. Críton: trata da justiça;
6. Hípias (maior): discussão estética;
7. Laques: trata da coragem;
8. Lísis: trata da amizade/amor;
9. Cármides: diálogo ético;
10. Protágoras: trata do conceito e natureza da virtude;
11. Górgias: trata do verdadeiro filósofo em oposição aos sofistas;
12. Mênon: trata do ensino da virtude e da rememoração (anamnese);
13. Fédon: relata o julgamento e morte de Sócrates e trata da imortalidade da alma;
14. O Banquete: trata da origem, as diferentes manifestações e o significado do amor sensual;
15. Fedro: trata da retórica e do amor sensual;
16. Íon: trata de poesia;
17. Menêxeno: elogio da morte no campo de batalha;
18. Eutidemo: crítica aos sofistas;
19. Crátilo: trata da natureza dos nomes;
20. A República: aborda vários temas, mas todos subordinados à questão central da justiça;
21. Parmênides: trata da ontologia. É neste diálogo que o jovem Sócrates, a personagem, defende a teoria das formas que é duramente criticada por Parmênides;
22. Teeteto: trata exclusivamente da Teoria do Conhecimento;
23. Sofista: diálogo de caráter ontológico, discute o problema da imagem, do falso e do não-ser;
24. Político: trata do perfil do homem político;
25. Filebo: versa sobre o bom e o belo e como o homem pode viver melhor;
26. Timeu: trata da origem do universo.
27. Crítias: Platão narra aqui mito de Atlântida através de Crítias (seu avô). É um diálogo inacabado;
28. Leis: aborda vários temas da esfera política e jurídica. É o último (inacabado), mais longo e complexo diálogo de Platão;
29. Epidômite
30. Cartas (dentre as quais, somente a de número 7 (sete) é considerada realmente autêntica)

5 de agosto de 2009

Sócrates



Sócrates ( 469 - 399 a.C.) foi um filosofo anteniaense, um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental, e um dos fundadores da atual Filosofia Ocidental. As fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são Platão, Xenofonte e Aristóteles (Alguns historiadores afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, por ele nunca ter deixado nada escrito de sua própria autoria.). Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade. Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se escalava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Dedicava-se ao parto das idéias (Fedro) dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.

O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão (Apologia e Citron). Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação (beber o veneno chamado cicuta) se tivesse desistido da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos. A razão para sua cooperação com a justiça da pólis e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton.

Aristóteles


Nasceu na Estagira, na Calcídica ( 384 a.d) filósofo grego criador do pensamento lógico, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos, foi aluno de Platão de professor de Alexandre, o grande.

A história da filosofia não se inicia com Aristóteles, mas a historiografia da filosofia sim. Aristóteles foi o primeiro filósofo que, de forma sistemática, entrou, registrou e fez a critica das obras dos filósofos anteriores. No primeiro livro da Metafísica, ele resume os ensinamentos de seus predecessores a partir de seus ancestrais intelectuais distantes. Pitágoras e Tales, até Platão, seu professor por vinte anos. Até os dias de hoje Aristóteles continua a ser uma das mais exaustivas, e das mais confiáveis, fontes de nossa informação sobre a filosofia em sua infância.

As Quatro Causas

Aristóteles oferece uma classificação dos primeiros filósofos gregos de acordo com a estrutura de seu sistema das quatro causas. Para ele, a investigação filosófica é acima de tudo uma investigação sobre as causas das coisas, das quais há quatro diferentes tipos:

  1. A causa material
  2. A causa eficiente
  3. A causa formal
  4. A causa final

Vejamos, a partir de um exemplo grosseiro, o que ele tinha em mente: quando Alfredo prepara um risoto, as causas materiais do risoto são os ingredientes que ele utiliza para prepará-lo, a causa eficiente é ele mesmo, o cozinheiro, a causa formal é a receita e a satisfação dos clientes do restaurante é a causa final. Aristóteles acreditava que um entendimento científico do universo exigia uma investigação sobre a operação no mundo das causas de cada um desses tipos (Met. A 3, 983a24-b17).

Os primeiros filósofos, que viviam na área costeira da Grécia, na Ásia Menor, concentram-se na causa material: eles buscavam os ingredientes fundamentais do mundo em que vivemos. Tales e os que o sucederam propuseram a seguinte questão: Em que nível fundamental, seria o mundo feito de água, ar, fogo, terra ou de uma combinação de todas essas causas? (Met. A3, 983b20-984a 17). Aristóteles pensava que mesmo se tivéssemos uma resposta para esta questão isso claramente não bastaria para satisfazer nossa curiosidade científica. Os ingredientes de um prato não se misturam por si sós, é necessário haver um agente que opere sobre eles, cortando, misturando, mexendo, aquecendo etc. Alguns desses primeiros filósofos, conta Aristóteles, percebiam o problema e ofereceram conjecturas a respeito dos agentes de mudança e desenvolvimento no mundo. Algumas vezes seria um dos próprios ingredientes – o fogo talvez a sugestão mais promissora, dada sua condição de menos tórpido dos elementos. Com maior freqüência, no entanto, seria algum agente, ou um par de agente, ao mesmo tempo mais abstratos e imaginativos, como o Amor, o Desejo, a Ira ou o Bem e o Mal (Met. A 3-4, 984b8-31).

Nesse ínterim, na atual Itália – e mais uma vez de acordo com Aristóteles -, havia em torno a Pitágoras filósofos de inclinação matemática cujas investigações tomaram um rumo bem diverso. Uma receita, antes de nomear seus ingredientes, deve conter uma porção de números – tantos gramas disto, tantos litros daquilo. Os pitagóricos tinham mais interesse no números da receita do mundo do que os próprios ingredientes. Ele supunham, diz Aristóteles, que os elementos dos números eram os elementos de todas as coisas, e que o universo inteiro era uma escala musical. Ele foram inspirados na busca por sua descoberta de que a relação entre as notas de um escala tocada em uma lira correspondia a diferentes razões numéricas entre os cumprimentos de suas cordas. A partir disso, eles generalizaram a noção de que as diferenças qualitativas poderiam ser a conseqüência de diferenças numéricas. Sua investigação, nas palavras de Aristóteles, foi uma investigação sobre as causas formais do universo (Met. A-5, 985b23-986b2).

Chegando a seus predecessores imediatos, Aristóteles afirma que Sócrates preferiu concentrar-se na ética antes que no estudo do mundo natural, enquanto Platão, em sua teoria filosófica, combinou as abordagens das escolas de Tales e Pitágoras. Mas a teoria das Idéias de Platão, apesar de ser o mais abrangente sistema científico até então concebido, parecia a Aristóteles – por razões que ele resume na Metafísica e desenvolverá em alguns de seus tratados – insatisfatória em vários níveis. Havia tantas coisas a explicar, e a teoria das Idéias apenas adicionava novos itens a demandar explicações: as idéias não ofereciam uma solução, elas e tornavam parte do problema (Met. A5, 990b1ss).

A maioria das dissertações que se iniciam com um apanhado da literatura existente buscam demonstrar que todo o trabalho feito até então deixou um espaço que será agora preenchido pela pesquisa original de ser autor. A Metafísica de Aristóteles não é exceção. Seu não muito disfarçado plano é demonstrar como os filósofos anteriores negligenciaram o membro remanescente do quarteto de causas, a causa final, que deveria desempenhar o papel mais importante em sua própria filosofia da natureza (Met. A5, 988b6-15). A filosofia primeira, ele conclui, está, quanto a todos os seus temas, cheia de balbucios, uma vez que em suas origens era não mais que uma criança (Met. A5, 993a 15-17).

Um filósofo de nossos dias, ao ler os fragmentos que restaram dos primeiros pensadores gregos, impressiona-se não tanto pelas questões sobre as quais eles primeiro refletiam, mas pelos métodos de que fizeram uso para dar respostas a elas. Afinal, o Genesis nos oferece respostas para as quatro questões causais propostas por Aristóteles. Se indagarmos sobre a origem do primeiro ser humano, por exemplo, ser-no-á dito que a causa eficiente é Deus, que a causa material foi o barro, que a causa formal foi a imagem e semelhança de Deus e que a causa final foi para que o homem tivesse domínio sobre os peixes e os mares, sobre as aves do ar e sobre toda criatura viva sobre a terra. E o Genesis nem é uma obra filosófica.

Por outro lado, Pitágoras é mais célebre não por ter respondido a qualquer das questões aristotélicas, mas por provar o teorema que afirmava que o quadrado da hipotenusa de um triângulo-retângulo é igual à soma dos quadrados dos lados a ela opostos. Quanto a Tales, os gregos a ele posteriores acreditavam ter sido o primeiro a fazer uma previsão exata de um eclipse, no ano 585 a.C. Os dois feitos, seguramente, são conquistas nos campos da geometria e da astronomia, mas não da filosofia.

O fato é que a distinção entre religião, ciência e filosofia não era então tão nítida quando veio a ser em séculos posteriores. As obras de Aristóteles e de seu mestre Platão forneceram um modelo de filosofia para qualquer é época, e até hoje qualquer um que faça uso do titulo de filósofo alega ser um de seus herdeiros. Escritores de publicações de filosofia do século XX podem ser observado utilizando as mesmas técnicas de análise conceitual, e com freqüência repetindo ou refutando os mesmo argumentos teóricos, exatamente como se apresentam nos escritos de Platão e Aristóteles. Mas naqueles escritos há muito mais que não seria atualmente considerado discussão filosófica. A partir do século VI, elementos de religião, ciência e filosofia fermentaram juntos em um único caldo de cultura. Do nosso ponto de vista temporal, filósofos, cientistas e pensadores podem todos recordar esses primeiros pensadores como seus antepassados intelectuais.

SEGUIDORES

CALENDÁRIO

PENSAMENTOS TOCANTES

"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo, porque tem que dizer alguma coisa. " TALES DE MILETO

"Só sei que nada sei." SÓCRATES

"A vida bem preenchida torna-se longa." LEONARDO DA VINCE

"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe." SHAKESPEARE

"Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento". NEWTON


"De nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática." MARX

"Falar obscuramente qualquer um sabe; com clareza, raríssimos." GALILEU

"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida." PLATÃO

"Ama-se mais o que se conquistou com mais trabalho."
ARISTÓTELES


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